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Aprenda a conferir a etiqueta do Inmetro antes de escolher o pneu

Publicado em 25 de abril de 2025 - 4 minutos

Um dos detalhes que boa parte das vezes passa despercebido na compra de pneus para caminhão é a etiqueta exigida pelo Inmetro, que acompanha novos produtos na prateleira das lojas. A etiqueta do Inmetro traz informações importantes sobre o desempenho, o conforto e a segurança oferecida pelos pneus – inclusive a respeito do seu potencial para economizar no consumo de energia e de combustível. 

Apesar de à primeira vista todo pneu parecer igual, uma análise um pouco mais aprofundada sobre as características do produto ajuda na compra do pneu adequado ao perfil dos fretes que a frota realiza e faz toda a diferença na performance dos caminhões. 

Mas por que a etiqueta do Inmetro importa?

A etiqueta do Inmetro traz os resultados de avaliação dos três atributos: resistência ao rolamento do pneu, aderência em pista molhada e ruído sonoro. O selo do Instituto de Qualidade Automotiva (IQA), que é o organismo certificador, também está presente.

Após uma série de testes técnicos colocados em prática por especialistas, a etiqueta é uma garantia do Inmetro em relação às especificações e à qualidade apresentada pelo pneu. De modo visível ao consumidor, ela atribui notas de A até G a três características avaliadas, em que A é a graduação máxima e G a mínima. A análise das marcas atribui uma análise segundo os critérios de:

Resistência ao rolamento do pneu

Trata-se da força que o pneu faz para girar. Assim, a resistência ao rolamento é maior em uma ladeira do que em uma rua plana. Quando a pressão do pneu está abaixo do recomendado, por exemplo, a resistência ao rolamento também aumenta, exigindo mais energia do motor para rodar. Daí a importância da calibragem correta. 

Fora essas situações do dia a dia do motorista, a análise da etiqueta se refere a pontos como tamanho e composição do pneu. Pneus maiores e mais pesados costumam ter mais resistência à rodagem. 

Dependendo das misturas e tipos de borracha utilizados na sua fabricação, pneus do mesmo modelo – porém, marcas diferentes – podem ter resistências ao rolamento distintas entre si. O mesmo vale para os sulcos do pneu. O desenho de suas ranhuras pode impactar na resistência ao rolamento, o que leva os especialistas a constantemente estudarem o melhor formato dos sulcos a fim de diminuir a resistência e impulsionar a performance do produto.  

O resultado dessa engenharia é que existem pneus feitos especialmente para gerar economia de combustível do caminhão. São os que recebem avaliação A na etiqueta do Inmetro. Se você está em busca de um desses, vale a pena conferir o que a etiqueta apresenta na hora de escolher o pneu. 

“Temos modelos, como o Michelin X Multi Energy Z que ao reduzir a resistência ao rolamento, acabam contribuindo também para diminuir o consumo de combustível da frota em até quase 5%”, destaca Janilton Melo, Engenheiro de Campo da Michelin. 

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Aderência do pneu em pista molhada

Nesse quesito, é avaliada a distância percorrida por um veículo após o acionamento dos freios em um solo molhado, durante uma frenagem de emergência. A diferença da nota A para a nota B é uma distância percorrida de 3 metros. Para a nota C, chega a 7 metros e em relação à F a diferença é de 18 metros. A atenção, portanto, a esse quesito é uma questão de conforto na direção e, especialmente, segurança de motoristas, pedestres e cargas.  

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Analisar um pneu muito além da etiqueta 

Apesar de a etiqueta do Inmetro ser um parâmetro seguro para avaliar a qualidade de um pneu, um consumidor não deve se restringir a ela. Pneus de modelos correspondentes, mas marcas distintas, que receberam avaliação A no quesito de aderência em pista molhada podem, por exemplo, percorrer distâncias maiores ou menores, que se enquadrem dentro da mesma gradação do Inmetro. 

Ou seja: ainda que recebendo a mesma nota A, um pneu com mais aderência consegue ajudar o motorista a percorrer uma distância menor após a frenagem, tornando a ação mais segura.

Além disso, existem outros atributos a que o consumidor deve estar atento e que um pneu mais bem projetado consegue atender com maior facilidade, como a frenagem em piso seco, aderência em curvas e durabilidade. Esses critérios não são avaliados na etiqueta e precisam ser conferidos de outra forma, como na consulta a manuais do produto, informações no site e nos materiais dos fabricantes ou em um bate-papo com especialistas na assistência técnica. 

“Em relação à etiqueta do Inmetro em si, é praticamente impossível encontrar um pneu que atinja a gradação A nos três pré-requisitos avaliados. O que a gente busca é o melhor equilíbrio entre eles, partindo sempre da premissa de entregar, acima de tudo, segurança, performance, sustentabilidade e menor custo operacional da frota”, explica Janilton. 

Ele ressalta que as informações da etiqueta devem ser utilizadas pelo consumidor para fazer o comparativo sempre entre pneus com a mesma característica, aplicação e iguais possibilidades de uso. Caso contrário, outras variáveis podem impactar na avaliação do produto. “A base de análise precisa ser a mesma”. 

Como a calibragem correta aumenta a performance dos pneu

Ruído externo do pneu

O terceiro e não menos importante atributo avaliado pela etiqueta do Inmetro é uma medida de conforto sonoro. No teste, o veículo passa com o motor desligado diante de um dispositivo de captação do som, responsável por medir o nível de ruído. Uma onda indica o menor ruído, duas ondas o dobro de ruído e três ondas representam quatro vezes mais ruído do que apenas uma onda, mensurado em decibeis. 

Janilton esclarece que aí novamente o projeto do pneu pensado por uma marca pode fazer a diferença, já que o desenho do produto e a quantidade de borracha utilizada em sua composição podem interferir nos níveis de ruído. 

Através de experiência em pneus e conhecimento técnico, uma empresa é capaz de oferecer o pneu mais confortável para o motorista, com poluição sonora muito menor. “Dependendo do tipo e volume do ruído que um pneu faz, ele ainda pode levar a uma falsa percepção de problema mecânico do veículo”, diz. 

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Agilis 3: ideal para caminhões leves e vans, melhor avaliação do Inmetro

No grupo de pneus dedicados a caminhões leves e vans, o modelo MICHELIN Agilis 3 é um dos cases de sucesso do mercado, apresentando um excelente resultado de performance no asfalto. 

O pneu MICHELIN Agilis 3 possui a melhor nota do Inmetro entre a concorrência, para menor resistência ao rolamento - o único da categoria com classificação B. Além disso, garante segurança superior em frenagem no piso molhado, sendo o único com nota A nesse quesito. 

Confira mais informações sobre os benefícios do produto:

Etiqueta do Inmetro: sim, vale conferir

Ainda que a etiqueta do Inmetro não seja o único critério de avaliação para a compra do pneu, trata-se de uma ferramenta fundamental para a escolha do melhor produto, com a chancela de um órgão independente.

O consumidor precisa estar atento para combinar as informações contidas na etiqueta com outros aspectos que contam para a melhor performance do pneu. Entre elas, durabilidade, desempenho em diferentes condições e até o impacto sonoro. 

Esse olhar abrangente ajuda a decidir pelo pneu mais adequado ao dia a dia da frota, ajudando a alcançar um equilíbrio entre segurança, performance e economia, ao mesmo tempo em que contribui para uma gestão de transporte mais eficiente e sustentável.

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