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Caminhão: como preparar os pneus para chuva

Publicado em 11 de dezembro de 2024 - 4 minutos

O tempo nublado acende o sinal de alerta para qualquer gestor de logística. Seja para frotas de apenas três caminhões ou nas maiores, com centenas de veículos distribuídos Brasil afora, a chuva aumenta o risco de danos e prejuízos. A água, no entanto, pode se tornar amiga da direção segura. Além de um comportamento cuidadoso do motorista ao volante, para que isso aconteça é necessário que a manutenção do caminhão esteja sempre em dia – especialmente a dos pneus, um dos principais responsáveis por segurar o tranco na pista molhada.  

Mas como preparar os pneus para a chuva? Existem três pontos cruciais que motoristas e gestores de frota devem verificar, pelo menos, uma vez ao mês:

1 – A profundidade dos sulcos do pneu

 

Os sulcos são ranhuras. Estreitos canais localizados na borracha de um pneu, que possuem três funções básicas. Se devidamente preservados, ajudam na aderência ao asfalto, contribuem para a frenagem e escoam a água da chuva, evitando a aquaplanagem – o deslizamento do veículo sobre a camada de água acumulada na estrada. 

“A aquaplanagem é causada pela perda de contato da superfície do pneu com o solo, levando à derrapagem do veículo e a possíveis acidentes”, explica Rafael Affonso, Gerente de Produto da Michelin. Para evitar esse efeito e reforçar a segurança de modo geral, é necessário manter a profundidade dos sulcos do pneu dentro de limites aceitáveis. 

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Profundidade do sulco do pneu – como medir

 

A profundidade dos sulcos é um dos principais critérios para avaliar as condições do pneu. Nos pneus novos, recém-saídos da fábrica, os sulcos podem alcançar, dependendo do tipo de produto e modelo, uma distância entre 15 e 18 milímetros a partir da superfície da banda de rodagem para dentro da borracha. 

Com o tempo de uso, o pneu se desgasta e essa profundidade dos sulcos diminui. Uma resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) estabelece que seu limite máximo é a marca de 1,6 milímetro, quando encontra uma pequena barra de borracha no interior do pneu, conhecida pelo nome de TWI, na sigla em inglês – ou Indicador de Desgaste da Banda de Rodagem. 

A circulação com sulcos abaixo da marca do TWI é proibida, já que compromete a segurança nas vias. Uma das formas de evitar que as condições do pneu cheguem até esse ponto é medir a sua profundidade, o que pode ser feito com uma moeda ou mesmo um palito. O melhor, no entanto, é utilizar um aparelho chamado profundímetro, que cabe no bolso, tem preço acessível e garante uma medição mais precisa.  

A profundidade dos sulcos e a recapagem de pneus

 

Apesar de a legislação prever o limite de 1,6 milímetro do TWI, Rafael sugere não esperar chegar até lá. Ele lembra que, para o sucesso da recapagem – processo de recuperação e reaproveitamento dos pneus usados – é recomendado levar o produto para a assistência quando um dos sulcos alcançar a altura de 3 milímetros. 

“Essa altura extra é essencial para a recapagem, já que precisamos de um espaço mínimo para raspar o pneu antigo e colar uma nova banda de rodagem por cima. Sem esse cuidado, a recapagem pode não ser possível, levando ao descarte do pneu”, avalia.    

Processos como a recapagem e a recauchutagem estão entre os principais meios de aumentar a durabilidade e o potencial quilométrico dos pneus, permitindo utilizar o produto por um tempo maior e garantindo a economia na gestão das frotas. 

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2 – Calibragem do pneu nos períodos de chuva

 

A aderência de um pneu é a sua capacidade de se manter em contato com a superfície da estrada durante toda a jornada do caminhoneiro. Um dos fatores que impactam essa capacidade é a pressão injetada nos pneus na hora da calibragem. Rafael destaca que a pressão do pneu deve seguir exatamente as recomendações do manual do veículo. 

Uma pressão acima do estipulado faz com que a banda de rodagem assuma um formato ovalado. Nesse caso, a parte central da banda encosta mais no solo, enquanto as partes laterais perdem contato. Não adianta, portanto, o motorista aumentar a pressão do pneu com o intuito de obter uma “folga”, acreditando que assim poderá ficar um tempo maior sem retornar ao posto para calibrar. Não há qualquer benefício com essa prática. 

Do mesmo modo, a pressão menor do que a sugerida também é prejudicial. Com ela, acontece o inverso da pressão alta: a parte central da banda de rodagem perde contato com o solo, enquanto as laterais ganham. “A pressão precisa estar nos níveis ideais para que o contato de todas as áreas da banda de rodagem e o desgaste desse pneu ocorram de maneira uniforme. Quanto mais borracha estiver em contato com o solo dentro do esperado, melhor será a aderência do pneu e o escoamento da água”, analisa Rafael. 

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3 – Alinhamento do caminhão para a proteção dos pneus

 

O alinhamento, ou ajuste da geometria dos eixos, consiste em verificar se as rodas do caminhão estão alinhadas, o que ajuda a tornar a direção mais segura e confortável, além de prolongar a vida útil dos pneus. Se houver desalinhamento, os pneus rodam friccionados com mais força contra a superfície da estrada, exigindo mais do motor, o que aumenta o consumo de combustível. Sem contar que o desalinhamento de 1 milímetro é suficiente para diminuir a durabilidade dos pneus em torno de 7%. 

Uma das consequências do mal alinhamento das rodas é gerar um desgaste irregular da superfície da banda de rodagem do pneu. Com diferentes áreas do pneu em maior ou menor contato com o solo, o desalinhamento também compromete a aderência, favorecendo derrapagens em um cenário de chuva. 

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Pensou em chuva, pensou na manutenção dos pneus

 

O preparo dos pneus para enfrentar a chuva é essencial para garantir a segurança e o desempenho de uma frota de caminhões. Avaliar constantemente a profundidade dos sulcos do pneu, a calibragem correta e o alinhamento das rodas são os pontos de partida para enfrentar as condições climáticas mais adversas na direção, minimizando os riscos de acidentes. 

Se nem sempre é possível reconhecer visualmente todo o potencial de um pneu para encarar a estrada, uma dica é consultar a etiqueta do Inmetro que acompanha o produto. Um dos critérios de avaliação exibidos no selo é a aderência ao piso molhado, com classificações de A a E, sendo A o mais aderente e E o menos aderente. Além da manutenção adequada dos pneus, outros fatores que ajudam no preparo de um pneu para os dias de chuva são a tecnologia e a composição da borracha. 


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