captura de tela 2024 08 22 141730
Prepare-se para uma estrada muito diferente do que conhecemos hoje. A profissão de caminhoneiro tem passado por grandes mudanças. Transformações jamais vistas, que envolvem motoristas, gestores de frota, transportadoras e grandes empresas que dependem do trabalho desses profissionais para levar e trazer suas cargas.
Uma das principais perguntas que o mercado faz hoje é: será que ninguém mais quer ser caminhoneiro? De acordo com números do Registro Nacional de Condutores Habilitados, divulgados pelo Senatran, em uma década 1 a cada 5 motoristas de caminhão desistiu de botar o pé na estrada. São, no total, cerca de 1 milhão de pessoas que se aposentaram, trocaram de área ou, simplesmente, mudaram o percurso de suas carreiras, sem serem substituídos.
Se considerarmos as regiões do Brasil, todas perderam motoristas. Exceto a região Norte, que registrou aumento de 7% no número de profissionais.
A idade média dos caminhoneiros também aumentou entre 2013 e 2023, passando de quase 49 anos para pouco mais de 53 anos. No período, apenas 15% de quem pegava no volante do caminhão era considerado idoso – acima dos 60 anos. Atualmente, 3 a cada 10 caminhoneiros fazem parte do grupo. E como esses números relacionados à idade impactam na vida do gestor de frota?
Se por um lado contribuem para a experiência do caminhoneiro com as cargas, as rotas e a cultura das estradas, por outro podem exigir a realização de mais programas focados em saúde e bem-estar, bem como capacitações para que os profissionais previnam lesões comuns a essa faixa etária. Além disso, vale estar atento à própria maneira de se comunicar das empresas, que muda conforme o perfil do público que deseja alcançar.
Em uma década, 1 a cada 5 motoristas de caminhão desistiu de botar o pé na estrada.
captura de tela 2024 08 22 142345
Por que a falta de motorista de caminhão?
Se a escassez de motoristas começar a prejudicar e atrasar as operações logísticas, um dos primeiros impactos para quem precisa contratar caminhoneiros pode estar no custo para a obtenção do serviço, como gestores de frota e embarcadores. Nesse caso, vale a antiga máxima do mercado: quanto mais raro um recurso, maior o investimento necessário para ter acesso a ele.
Uma pista para descobrir por que os profissionais estão se afastando das estradas está nos resultados da pesquisa “O perfil do caminhoneiro brasileiro”, publicada em 2021, pela organização Childhood Brasil, em parceria com a Universidade Federal do Sergipe. Entre os maiores obstáculos da profissão mencionados pelos entrevistados estão a insegurança e a violência nas rodovias, o alto custo dos combustíveis, o longo tempo distante da família e a baixa remuneração.
Falta de motoristas no mercado pode aumentar custos de operação da frota
Existem soluções para escassez de motoristas de caminhão?
A resposta frente a esse cenário, portanto, pode estar não em um, mas em vários caminhos. Somada à segurança em postos de combustíveis e outros pontos onde os caminhoneiros costumam estacionar o veículo para dar uma pausa no trabalho, o uso de tecnologias, como câmeras inteligentes e rastreadores de rotas, podem ser importantes para reforçar a sensação de segurança dos caminhoneiros nas estradas.
Acelere os resultados da sua frota com a tecnologia. Saiba mais sobre as Frotas Conectadas:
Em relação ao custo dos combustíveis, existem alternativas que começam a despontar no mercado, com chances de se popularizarem ainda mais nos próximos anos. Combustíveis como o biometano e os próprios caminhões elétricos comprovadamente, além de poluírem menos, reduzem os gastos de caminhoneiros e gestores de frota. Uma cultura que estimule a manutenção preventiva é outra estratégia para limitar despesas e imprevistos, como parar o caminhão à beira da rodovia por pane no motor, nos freios, amortecedores ou qualquer outra peça.
Reconhecendo questões como a distância da família, as empresas também podem desenvolver programas que ajudem os profissionais a fortalecerem o vínculo com seus familiares. No caso de queixas relacionadas aos ganhos mensais, estratégias que incentive as melhorias nas condições de trabalho, no programa de benefícios da companhia ou no próprio modelo de remuneração do caminhoneiro também podem ajudar a tornar o setor mais atraente para os caminhoneiros.
Os caminhões autônomos vão tirar o lugar dos motoristas?
O Brasil não está sozinho: falta motoristas de caminhão em diferentes países
De acordo com números de um relatório de 2023 da União Internacional dos Transportes Rodoviários (IRU), até 2028 o déficit de caminhoneiros pode dar um salto dos atuais 3 milhões de profissionais para cerca de 7 milhões. Somente na Europa, está prevista uma escassez de 750 mil motoristas, ao passo que na China em torno de 5 milhões.
O futuro da profissão de caminhoneiro e a manutenção da qualidade na gestão de uma frota dependem de uma abordagem multifacetada, que valorize todos os aspectos do dia a dia desses profissionais. Seja no melhor uso da tecnologia ou na adoção de boas práticas no relacionamento com os motoristas, há diversas estratégias para incentivar e reter talentos. Reconhecer as novas possibilidades é o primeiro passo para evitar a falta de profissionais e manter seu negócio competitivo.
Edito picture hero effitrailer Freight transport
Maintenance et gestion de vos semi-remorques avec Effitrailer