eixo diferencial 1
O eixo diferencial é um dos principais responsáveis por fazer o seu caminhão se movimentar. É claro que, se o caminhoneiro não tiver tomado aquele café da manhã reforçado para mais um dia de trabalho, o caminhão também não anda direito. Mas, se você estiver bem, assim que entrar na boleia, ligar o bruto, pisar o acelerador e o motor girar, o eixo diferencial dará início à função que esperamos dele no veículo. E qual a função do eixo diferencial?
A função do eixo diferencial é transferir a força que o motor produz até as rodas de tração – responsáveis por fazer o veículo sair do lugar. Mais do que simplesmente realizar a transferência de força, o eixo diferencial cumpre seu papel de forma muito inteligente. É graças a ele que o caminhão consegue fazer curvas de maneira confortável e segura, sem escapar da pista.
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Como funciona o sistema diferencial?
Para entender como a “mágica” do eixo diferencial acontece, é preciso analisar o movimento do caminhão enquanto realiza uma curva. Se você reparar, as rodas que estão na parte interna da curva – o lado para onde o motorista vira o volante – precisam percorrer uma distância menor do que as rodas localizadas na parte externa da curva, para concluir o movimento.
Para que o veículo, então, mantenha a estabilidade e complete a curva sem imprevistos, as rodas têm que girar em velocidades diferentes. As de fora, por transitarem em um trecho maior, devem ser mais rápidas que as de dentro. Entendendo o impulso que cada uma precisa realizar para se mover na velocidade correta, o eixo diferencial faz a distribuição da força de forma adequada entre elas.
Em resumo, embora não apareça na música, quando Roberto Carlos fez as curvas na Estrada de Santos, a segurança do movimento só foi possível devido ao eixo diferencial do seu calhambeque. No caminhão ocorre o mesmo pelas ruas e estradas Brasil afora.
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Manutenção preventiva: lubrificação adequada e outras boas práticas
Até aqui já foi possível perceber o tamanho da importância do eixo diferencial para o desempenho dos veículos, certo? Portanto, para ajudar a preservar as peças que compõem um diferencial é importante adotar hábitos como dirigir de forma responsável, reduzindo os solavancos, e carregar cargas dentro do peso recomendado para o caminhão, sem excessos. A lubrificação adequada e o óleo adequado para o diferencial também contam.
O Estudo do Movimento do Diferencial Automotivo, trabalho de Engenharia Mecânica realizado para o Instituto Federal de Minas Gerais, aponta possíveis defeitos no eixo diferencial.
Entre eles, questões que podem ser causadas por vazamento de óleo, uso do lubrificante incorreto e sobrecarga. Indica, ainda, que o nível de viscosidade do óleo deve ser verificado a cada dois mil quilômetros e sua troca feita a cada ano ou, no caso de trabalhos intensos, seis meses. Para o gestor de frota ou caminhoneiro que desejar se aprofundar a entender como funciona o sistema diferencial, vale a leitura aqui.
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Peças que compõem um sistema diferencial
As peças que compõem um sistema diferencial possuem nomes curiosos, mas não se assuste. Por mais que estejamos falando de dentes das “planetárias” ou dentes dos “satélites”, não há nada de outros planetas, nem de estrelas distantes. O eixo diferencial pode até estar associado a nomes celestes. Seu sistema, no entanto, contribui nas curvas para manter os pés – e especialmente as rodas e pneus – no chão. Conheça alguns deles:
Pinhão e coroa:
o pinhão recebe a potência do motor, através do eixo cardan, e gira a coroa. Pinhão e coroa funcionam como intermediários, transferindo a força da rotação do motor para o restante das engrenagens do eixo diferencial, e daí para as rodas, na intensidade certa.
Engrenagens planetária e engrenagens satélite:
mal fazem falta naquele retão da estrada. Tornam-se protagonistas, sim, para compensar as velocidades das rodas durante uma curva, fazendo-as girar mais rápido ou devagar, conforme a necessidade. Os dentes das satélites se encaixam aos dentes das planetárias, que por sua vez estão ligadas aos semieixos.
Semieixos:
a partir das planetárias, conectam todo o conjunto do diferencial às rodas. Como cada semi-eixo está conectado a uma roda distinta, elas têm autonomia para rodar separadamente, com velocidades diferentes nas curvas. Sem isso, seria impossível fazer uma curva com segurança.
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Agora que você já sabe o que é eixo diferencial
Das curtas às longas jornadas, nas pequenas ou grandes cidades, em ruas e estradas, no asfalto e nas vias de terra, o eixo diferencial é item essencial para uma viagem segura. Além das verificações periódicas, esteja atento a sinais como ruídos diferentes, vibrações, perda de potência do veículo, dificuldade de realizar curvas e vazamentos de óleo. Todos esses podem indicar a necessidade de reparo do eixo diferencial do seu caminhão.
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curva na estrada
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